Estamos vivendo em uma
época de mudanças ou numa mudança de época? Todo fim é um começo ou todo começo
tem a presunção de um fim? Após o término de um ciclo, devemos tomar direções e
caminhos que porventura deveriam estar certos. Porém, o filósofo Sócrates já
dizia que toda verdade deve ser questionada. O bicho homem que não se questiona não fica
distante de um burro impedido de olhar tudo a sua volta.
A desistência é
inerente à vida e é perca de tempo negá-las. Não existe desistência que não
seja seguida de um renascimento. É necessário encontrar o ópio do reencontro de
você consigo mesmo. Entre tantas, continuo aqui esperando sentado a hora de
mudar.
Entre tantos pensamentos,
queria eu ter nascido nós últimos dois decênios do século XIX quando o
Simbolismo prezou pela fraqueza, cansaço de viver, isolamento de um público e
longe dessa civilização tecnológica acusada de materialista. Crescemos
mergulhadas nas palavras de correr atrás dos sonhos, viver sempre ao máximo.
Sim, mas também precisamos desistir. É feio desistir? Talvez seja feio
continuar perdido no caminho de suas incertezas.
Saber desistir é umas
das lições mais duras quando impostas ou por vontade própria, mas talvez com
essa decisão venha sabedoria, sucesso e comprometimento. Seria um mal
necessário carregar tudo conosco e excesso de males que traz um peso
desnecessário. Todos nós temos a
liberdade de desistir de nós mesmos e recomeçar, apesar de Jesus não ter
desistido de perdoar os pecados da adúltera Maria Madalena.
Então, não olhe para a
desistência apenas como um fim. Na verdade é apenas paralela a expectativas
frustradas. Portanto, muito sábio quem sabe desistir e ter no futuro boas
surpresas na vida. Tudo de ruim, poderá se tornar um “já sabia que isso iria
acontecer”.
Hoje vou desistir de tudo,
talvez assim seja melhor.

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