(Praça Gonçalves Dias)
Autoria Desconhecida
São Luís do Maranhão,
Ilha do amor, Cidade dos azulejos, Atenas brasileira e Ilha rebelde, fundada há
400 anos por franceses, invadida por holandeses e colonizada por portugueses. O
poeta brasileiro Casimiro de Abreu no poema “Minha Terra”: “ Todos cantam a sua
terra,também vou cantar a minha”, onde se têm muitas palmeiras e cantando
muitos sábias,como diria,o saudoso Gonçalves Dias em sua “Canção do Exílio”.
Uma cidade de muitos
filhos ilustres, como os poetas Ferreira e Odylo Costa, filho, os escritores
Aluísio de Azevedo e Josué Montello. É uma ilha maravilhosa e cativante, porém
uma metrópole em crescimento desordenado. Meus pais tiveram a oportunidade de
ver uma bela São Luís na década de 80 e 90, uma cidade parada no tempo e sem
pressa. Quem visita São Luís leva nas suas lembranças um grande patrimônio
arquitetônico e incomparável aos olhos do mundo. São belos casarões, sobrados,
fachadas de belíssimos azulejos.
A minha bela e amada
cidade é castigada por falta de mobilidade urbana, tão abandonada devido a
péssimas gestões administrativas. O tempo agride os casarões, os azulejos e se
continuar assim, a minha velha São Luís da minha infância e adolescência pode
perder seu conjunto arquitetônico. Ainda assim, percorremos a ruas estreitas da
cidade, bebendo uma água de coco na Avenida Litorânea, podemos perceber o
encanto e magia da minha misteriosa Ilha rebelde. Ferreira Gullar costuma dizer que São Luís é
Macondo, em referência à cidade de Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano
Gabriel Garcia Márquez, devido à mistura de fatos e lendas que faz o real
surpreender a ficção.
No fim de tarde na
beira-mar, as pessoas sentam nos bares e começando a tomar aquela cervejinha ao
som do nosso reggae, admirando pelos ouvidos dos mais velhos e não tanto
agradável aos ouvidos dos mais jovens. Também não poderia deixar de falar da
nossa única e original bebida, o guaraná Jesus, de aparência cor de rosa e com
gosto de cravos e canela.
Estava pensando na
minha velha São Luís, com orgulho de ser ludovicense estava sentando ao lado da
estátua do poeta maranhense, na Praça Gonçalves Dias. À frente, a ponte São
Francisco apreciando aquele belo pôr do sol da minha juventude de glórias,
sonhos e fracassos e cantando a canção “Ilha Magnética”: “ E se um dia eu for
embora,Para bem longe deste chão,Eu jamais te esquecerei,São Luís do Maranhão”.

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