domingo, 5 de maio de 2013

MINHA VELHA SÃO LUÍS

(Praça Gonçalves Dias)
Autoria Desconhecida




São Luís do Maranhão, Ilha do amor, Cidade dos azulejos, Atenas brasileira e Ilha rebelde, fundada há 400 anos por franceses, invadida por holandeses e colonizada por portugueses. O poeta brasileiro Casimiro de Abreu no poema “Minha Terra”: “ Todos cantam a sua terra,também vou cantar a minha”, onde se têm muitas palmeiras e cantando muitos sábias,como diria,o saudoso Gonçalves Dias em sua “Canção do Exílio”.

Uma cidade de muitos filhos ilustres, como os poetas Ferreira e Odylo Costa, filho, os escritores Aluísio de Azevedo e Josué Montello. É uma ilha maravilhosa e cativante, porém uma metrópole em crescimento desordenado. Meus pais tiveram a oportunidade de ver uma bela São Luís na década de 80 e 90, uma cidade parada no tempo e sem pressa. Quem visita São Luís leva nas suas lembranças um grande patrimônio arquitetônico e incomparável aos olhos do mundo. São belos casarões, sobrados, fachadas de belíssimos azulejos.

A minha bela e amada cidade é castigada por falta de mobilidade urbana, tão abandonada devido a péssimas gestões administrativas. O tempo agride os casarões, os azulejos e se continuar assim, a minha velha São Luís da minha infância e adolescência pode perder seu conjunto arquitetônico. Ainda assim, percorremos a ruas estreitas da cidade, bebendo uma água de coco na Avenida Litorânea, podemos perceber o encanto e magia da minha misteriosa Ilha rebelde.  Ferreira Gullar costuma dizer que São Luís é Macondo, em referência à cidade de Cem Anos de Solidão, do escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, devido à mistura de fatos e lendas que faz o real surpreender a ficção. 

No fim de tarde na beira-mar, as pessoas sentam nos bares e começando a tomar aquela cervejinha ao som do nosso reggae, admirando pelos ouvidos dos mais velhos e não tanto agradável aos ouvidos dos mais jovens. Também não poderia deixar de falar da nossa única e original bebida, o guaraná Jesus, de aparência cor de rosa e com gosto de cravos e canela. 

Estava pensando na minha velha São Luís, com orgulho de ser ludovicense estava sentando ao lado da estátua do poeta maranhense, na Praça Gonçalves Dias. À frente, a ponte São Francisco apreciando aquele belo pôr do sol da minha juventude de glórias, sonhos e fracassos e cantando a canção “Ilha Magnética”: “ E se um dia eu for embora,Para bem longe deste chão,Eu jamais te esquecerei,São Luís do Maranhão”.


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