Há dias, estou intrigado
em escrever sobre um questionamento que surgiu entre uma simples conversa entre
dois amigos. O que vale mais: A aparência ou o caráter?
Nós, que somos considerados
ditos cristão, não omitimos a nossa audácia de se colocar acima do bem e do mal
e julgar o ser humano pela sua aparência. A aparência detém de qualidades que
não podem se sobressair ao valor do caráter. O direito ao que se chama de belo
(dependendo da análise de cada um), não deveria se restringir somente a classe
elitizada e dominante, que gastam rios de dinheiro com cirurgias plásticas e
lipoaspiração.
O direito ao belo
deveria ser de acesso universo a todos, independentemente de classe social.
Quando destaco direito ao belo, não estou somente me abreviando à questão estética,
elevo muito mais do que isso, é o direito a uma cidade bonita, a um ambiente
urbano digno de admirar e sobressaltar as qualidades do espaço em que você vive
a uma beleza espiritual que se distancia de dogmas religiosos.
“Sou defensor da ideia
de que o homem é ruim de natureza, que se sente no direito de “rotular” ao
outro, como vias de exemplos:”. “É pobre, negro e está correndo só pode ser
bandido”. “Homem educado demais, só pode ser gay”. “Mulher vestida de roupas curtas,
deve ser puta”.
A nossa maior
preocupação não deve ser com a aparência, pois ela se desmancha se desfaz e sim
estruturação do nosso caráter. Não há aparência que dure uma vida toda, sem a
valorização do seu caráter. Até concordo com Vinicius de Moraes, quando afirma “...
beleza é fundamental”, desde o caráter esteja andando juntamente com esse belo.
O caráter duvidoso é facilmente escondido por uma aparência, mas o caráter cristão,
somente o Criador o conhece.

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