Já dizia o célebre filósofo
Henri Bergson: “A atração
sexual é a tônica da nossa civilização”. Essa frase do filósofo mostra o papel
da mulher na sociedade, desde a década de 20 onde é vista apenas como um objeto
de puro desejo sexual.
O remake da telenovela Gabriela, baseada na
obra do grande escritor baiano Jorge Amado nós mostra o tratamento dado à
mulher nos anos 20, onde era educada para ser a “rainha do lar”, cuidar apenas
da vida doméstica. A mulher tão desvalorizada, que é bem provável que seu valor
fosse inferior a uma mula.
Tratada como um ser incapaz de tarefas e responsabilidades,
sempre como propriedade dos homens da família, fosse o pai, marido ou irmão. Propriedade
do pai, que casava a filha, apenas como uma troca comercial, tudo em nome do
bendito dote. Não muito diferente quando se tornava propriedade de seu marido, onde
estava sujeita a submissão dos caprichos impostos por ele, na verdade não
passava de uma escrava.
Tinha por obrigação ser uma boa dona de casa,
boa parideira, mãe e escrava sexual, sendo dotada de falta de conhecimento e
cultura. Um ser dotado de ignorância política em meios a currais eleitorais
dominados por grandes coronéis, a mulher não tinha direito de votar.
Em menos de cem anos, a sociedade passa por
mudanças e transformações sociais, todavia ainda predomina comportamentos de
discriminação e machismo. A sociedade evolui, as mulheres conquistam seus
direitos políticos, trabalhistas e papel de destaque no meio social. O importante
é progredimos no pensamento de que homens e mulheres devem ser iguais em seus direitos,
para juntos construirmos um país melhor.
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