quinta-feira, 19 de julho de 2012

Que mulher é essa?


Já dizia o célebre filósofo Henri Bergson: “A atração sexual é a tônica da nossa civilização”. Essa frase do filósofo mostra o papel da mulher na sociedade, desde a década de 20 onde é vista apenas como um objeto de puro desejo sexual.

O remake da telenovela Gabriela, baseada na obra do grande escritor baiano Jorge Amado nós mostra o tratamento dado à mulher nos anos 20, onde era educada para ser a “rainha do lar”, cuidar apenas da vida doméstica. A mulher tão desvalorizada, que é bem provável que seu valor fosse inferior a uma mula.

Tratada como um ser incapaz de tarefas e responsabilidades, sempre como propriedade dos homens da família, fosse o pai, marido ou irmão. Propriedade do pai, que casava a filha, apenas como uma troca comercial, tudo em nome do bendito dote. Não muito diferente quando se tornava propriedade de seu marido, onde estava sujeita a submissão dos caprichos impostos por ele, na verdade não passava de uma escrava. 

Tinha por obrigação ser uma boa dona de casa, boa parideira, mãe e escrava sexual, sendo dotada de falta de conhecimento e cultura. Um ser dotado de ignorância política em meios a currais eleitorais dominados por grandes coronéis, a mulher não tinha direito de votar.
Em menos de cem anos, a sociedade passa por mudanças e transformações sociais, todavia ainda predomina comportamentos de discriminação e machismo. A sociedade evolui, as mulheres conquistam seus direitos políticos, trabalhistas e papel de destaque no meio social. O importante é progredimos no pensamento de que homens e mulheres devem ser iguais em seus direitos, para juntos construirmos um país melhor.

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