domingo, 5 de maio de 2013

A voz das minorias

 Disponível em: <http://eusouapolitica.no.comunidades.net/index.php?pagina=1962624063>. Acesso em: 21abril.2013.

Existe um ditado popular muito conhecido: "Quem fala o que quer,ouve o que não quer". Fazer uso de uma boa educação e argumentos convincente para uma discussão saudável,sempre é de grande valia. Vivemos em um Estado democrático de direito,onde o princípios da dignidade humana da pessoa humana não são respeitados e cumpridos.

A liberdade de expressão é excelente quando usado dentro de um bom senso,fora disso não passa de uma "libertinagem de expressão"com o intuito de causar a desordem e ferir a dignidade do outro com palavras ou expressõas fajutas. Durante a madrugada de uma sexta,estava ouvindo um programa de rádio AM,onde o locutor e jornalista faz uso da usa liberdade de expressão e se diz contra essa "ditadura" imposta pelos gays a sociedade,pois fere a entidade familiar com comportamento e atitudes que fogem do politicamente correto. Jamais aceitaria essa vulgarização dos gays na sociedade e muitos menos que seus filhos fossem obrigados a ver os gays se beijando em ambiente público.

São pessoas que dificilmente dariam apoio a uma mudança no artigo 226 da Constituição Brasileira,no qual está estabelecido que, " para efeito de proteção do Estado,é reconhecida a união estável entre homem e a mulher como entidade familiar".  Énatural que muitos ainda pensem dessa forma,pois ainda somos um país conservador e o nosso próprio Congresso Nacional possui posturas conservadoras no que diz respeito ao casamento gay no país.

É válido destacar que essa percepção de união de casais gays que fere a moral e bons costumes da família é uma falácia sem fundamentos. A desmoralização da família começa quando os pais abandonam seus filhos,quando o pai ou a mãe possui relacionamentos extraconjugais,é obrigar os filhos a ver seus pais se agredindo mutuamente dentro de casa,é a falta de amor aos seus familiares e ao próximo. Se observamos também determinados períodos onde a mulher conquistou o divórcio,o direito ao voto,passou a ser mãe solteira e a trabalhar fora de casa,isso feria a moral e bons costumes de uma sociedade conservadora que configurava a mulher como submissa ao homem,sempre atendendo aos caprichos da sociedade machista.

O assunto está em pauta,uma nova realidade se mostra nas ruas,nas redes sociais e em diversos movimentos da sociedade civil e não se pode mais adiar as discussões de casais gays no país que defendem e buscam direitos igualitários. Não enxergar essa realidade é anular o princípio da igualdade entre os cidadões da Constituição.

 Essas minorias,nelas incluindo o movimento LGBT,precisa proceder esse momento por ideias de vanguardas,se não,as relações sociais param no tempo. Essas mudanças sociais precisam se legitimar,pois no Brasil estamos caminhando em um ritmo lento,mas esse choque de opiniões é normal e necessário para um retrato civilizado

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