Imagem retirada do site: <http://vanessafurlani.blogspot.com.br/2011/01/escrever-se.html.>. Acesso em: 05 de maio. 2013.
Quando adquirir o hábito de escrever,foi como ganhar um brinquedo e aprender a desmontá-lo.
A alfabetização é um mágica na vida de qualquer criança. De uma hora para outra,começamos a abrir um conjunto de sonhos e de imaginações de uma criança, até então, com o mundo fechado. Mas,com todo o prazer que a leitura pode trazer,o gosto pela escrita começou com lápis e papel,até mudar para a tela de um computador. O gosto pela escrita ainda existe,porém sinto que a "arte de escrever" se tornou rápida,cheias de imediatismos e deixou de lado o gosto de refletir,pensar e rabiscar o papel com as primeiras letras de forma do jardim de infância.
Brincar de escrever,talvez tenha sido,a primeira coisa que gostei na minha vida. Não gosto do rótulo "sou escritor",pois todos nós de uma forma ou de outra,acabamos escrevendo. E escrever,é muito mais do que dominar a gramática,é saber o que dizer e como dizer. Escrever para mim,só foi levado a sério quando ouvia os professores e meus pais falando: "Escreva bem","Escreva direito"," Escreva correto","Leia os clássicos"," Cuidado com o verbo"," Fique atento as pontuações".
A escrita é uma arte do passado,presente e futuro. É se comunicar,ser objetivo,conciso,é ser aprovado no vestibular,é escrever cartas (algo falido),ter um bom emprego e para muitos,isso é uma chatice. Que saco!
Ainda que escreva por "brincadeira" ou por algo sério,todos temos algo a ser dito. Ouvi uma certa vez,um filho pedindo a mãe para comprar um livro, e ela respondeu de uma maneira ríspida: "Não tenho dinheiro nem para pagar as contas,quem dirá para comprar livro". Essa frase denuncia uma realidade,ler no país é caro,e cada um se vira como pode.
E assim,entre textos espalhados por aí,autorias erradas,personagens anônimos e entre milhares de livros publicados,estou aqui nesse espaço me libertando de problemas e stress de uma metrópole. Entre tantos que escrevem por aí,quem sou para criticar o texto alheio? Em um geração de "não-escritores",quem escreve é rei!

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