domingo, 25 de novembro de 2012

Às cotas

É plausível coloca-se na mesa de discussão, a cerca da utilização das cotas nos processos seletivos das instituições de ensino superior. Foi aprovada a lei que impõe as Universidades federais a vigência das cotas, acentuando as discussões no que concerne esta temática. 

De um lado o sistema de cotas é aplaudido e representa “a democratização” (como diz uma propaganda que “esclarece” ao público essa questão). Do outro, essa é mais uma forma delimitar que oportunizar. 

Na perspectiva de Émile Durkheim, a educação tem por função manter a ordem social e consequentemente manter sua estrutura. Pierre Bourdieu, renomado sociólogo, investiga de que forma Durkhiem se consolida e salienta que a chamada violência simbólica se adéqua ao nosso contexto;

Para Bourdieu, violência simbólica nada mais é que uma imposição arbitrária apresentada à sociedade de forma dissimulada.  Ora, o fato é que dá menos trabalho criar cotas do que investir na educação do país. Nas eleições, é indispensável compor o “canto das sereias” com relatos de quão sofrido é o cotidiano dos homens e mulheres desse país! Isso comove o grande público... Cria uma “catarse” nacional!

Resta-nos aplaudir as cotas; E que venham mais intenções organizacionais que na verdade nada organizam, somente escondem ou atenuam problemáticas cada vez mais ascendentes.

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