É plausível coloca-se
na mesa de discussão, a cerca da utilização das cotas nos processos seletivos
das instituições de ensino superior. Foi aprovada a lei que impõe as
Universidades federais a vigência das cotas, acentuando as discussões no que
concerne esta temática.
De um lado o sistema de
cotas é aplaudido e representa “a democratização” (como diz uma propaganda que “esclarece”
ao público essa questão). Do outro, essa é mais uma forma delimitar que
oportunizar.
Na perspectiva de Émile
Durkheim, a educação tem por função manter a ordem social e consequentemente
manter sua estrutura. Pierre Bourdieu, renomado sociólogo, investiga de que
forma Durkhiem se consolida e salienta que a chamada violência simbólica se adéqua
ao nosso contexto;
Para Bourdieu, violência
simbólica nada mais é que uma imposição arbitrária apresentada à sociedade de
forma dissimulada. Ora, o fato é que dá
menos trabalho criar cotas do que investir na educação do país. Nas eleições, é
indispensável compor o “canto das sereias” com relatos de quão sofrido é o
cotidiano dos homens e mulheres desse país! Isso comove o grande público...
Cria uma “catarse” nacional!
Resta-nos aplaudir as
cotas; E que venham mais intenções organizacionais que na verdade nada organizam,
somente escondem ou atenuam problemáticas cada vez mais ascendentes.
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