domingo, 23 de dezembro de 2012

Mais uma dose de Martini!



Recebi um convite para sair. Depois de tanto tempo sem frequentar baladas. Confesso que iria declinar o convite, mas nada como uma chantagem emocional dos amigos para nós fazer mudar de ideia.  Então lá se foi eu me arrumar para essa balada que não estava um pingo a fim de ir. Escolhe essa peça de roupa, muda aquela, coloca essa e por aí vai. 

Se bem que as mulheres se preocupam com os detalhes mínimos da roupa, maquiagem e quais adereços usar, já os homens somente o dinheiro no bolso basta. Seria bom se todos os amigos fossem pontuais, até mesmo para curtir a noite. Ao certo, não sei dizer quanto tempo fiquei esperando por eles, mas que fiquei horas esperando, isso eu sei.

Lá estávamos nós três, esperando adentrar o lugar que nós esperávamos, todavia, resolvemos parar antes e beber uma garrafa de vinho o que já foi suficiente para ficarmos com um sorriso no rosto de gênese a apocalipse.  Enquanto bebíamos, observamos o movimento intenso de pessoas minimamente “estranhas” para uma cidade extremamente conservadora. Uma coisa é certa: Em outras cidades, se vale da expressão capitalista que o indivíduo vale o que tem, em São Luís, você vale o que aparenta ter. 

Enfim na porta da casa de show, como sempre movimentado, ainda que seja uma atração repetida. Confesso que não esperava encontrar você lá, apenas olhei de relance e olhei novamente, sim você que estava lá! Confesso que logo fiquei um sorriso bobo em meu rosto.  Depois de estar alguns minutos dançando e me divertindo como há muito tempo não fazia, você me para com aqueles olhos escuros que me lembra uma jabuticaba e me cumprimenta tão bem que parece que nós conhecemos o suficiente para nós tornamos bons “amigos”. 

Depois disso, resolvi beber umas doses de Martini para tentar esquecer você, mas pelo visto não adiantou muito. E você, mais uma vez, como diria a letra de Legião Urbana vem falar comigo, agora numa situação bem inusitada que se vivêssemos no século XX seria um atentado moral contra a sociedade. Quando olho para o lado, vejo o olhar do meu amigo com um ar de aprovação da nossa ousadia. 

Isso foi o suficiente para me deixar com as pernas bambas e querer me deleitar ainda mais em doses de Martini o que viria a me deixar bêbado. Continuei a noite toda dançando,pulando,gritando e dançando até ficar parecendo uma chaleira quente de tanto suor. Porém, você não saia da minha mente, agora medroso como sou, agradeço a bebida por haver me encorajado, então deixei meu amigo bêbado sentado e sair em sua direção no intuito de fazer a pergunta da noite, talvez uma pergunta em que não teria mais a oportunidade de fazer pelo fato de eu ser muito medroso. 

Confesso que a resposta não foi como eu esperava, mas talvez por medo, pois não estava sozinho na noite. De tudo isso, o que me impressionou foi suas palavras: “Grande admiração e afeição por mim”, após aquele olhar fixo acompanhando de abraços e aperto de mão, porém meu ato de coragem me deixou há refletir alguns dias e chegar à conclusão de: Ainda não desistir...

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