A câmera municipal de São Paulo aprovou na terça-feira (23),em primeira votação,o projeto de lei 2/2013 que proíbe a realização de bailes funks em vias públicas,praças,parques e jardins,além de qualquer outro tipo de eventos musicais não autorizados. O projeto são de autoria dos vereadores Conte Lopes (PTB) e Coronel Camilo (PSD).
O fato é que cultura reflete o modo de vida de uma sociedade,e o funk ainda que não seja bem visto aos olhos de todos,é cultura. E cultura é tudo aquilo criado,recriado e inventado pelo povo,é máxima representação e manifestação de um determinado grupo social. O próprio funk denuncia a condição de existência de um povo que está a margem da sociedade (excluídos),sendo um equívoco esse projeto de lei.
Nesse sentindo,com o intuito de garantir direito à cultura,assim diz a Constituição: “Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais".
Bom,eu não sou fankeiro,no entanto,proibir uma manifestação cultural,seja ela qual for, é um atentado à democracia e a liberdade do cidadão. Essas restrinções às liberdades individuais na "capital dos nordestinos" já extrapolam o bom senso. Ainda que alguns gostem,e outros não,é uma arbitrariedade sem limites. O elitismo é a porta de entrada para a perda de direitos,principalmente das minorias.
Os desfiles de escolas de samba,também é uma manifestação cultural,mas não é proibido por quê? Bem simples,o carnaval gera dinheiro em São Paulo. Quando o funk começar a gerar lucro,será autorizado a realização de bailes funks até dentro da própria assimbleia legislativa paulistana.
É válido,não generalizar o funk como uma "aberração",pois existem aquelas letras de duplo sentido,mas também existe aquelas que trazem denúncias,evidenciando diversos problemas sociais. O funk é uma realidade e menosprezá-lo,evidencia o nosso próprio preconceito na sociedade .
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