terça-feira, 23 de abril de 2013

O amor de Oscar Wilde

Amigos são ótimas pessoas para descobrirmos e exploramos coisas novas,ideias e pensamentos novos. Agora,o que é o novo? Algo que existe há pouco tempo;acabado de fazer como classifica o dicionário online de português. Pode ser,mas talvez seja mais do que isso. Os mais velhos podem dizer: " Isso foi no meu tempo". Qual tempo? Eu defino meu tempo,o hoje,no qual estou vivendo.

Sempre existe aquele que pode lhe indicar um bom livro,uma boa música,um bom filme ou assistiu alguma peça teatral e faz questão que você veja. O que é bom? É algo que está entre o ruim e o excelente.  Nada é tão ruim,que não possa ser aproveitado,assim como,não existe algo tão perfeito que possa ser excelente. E com meus amigos não poderia ser diferente,são todos tão heterogêneos que formam um grupo no qual somente eu admiro,uma pluridade de profissões,gostos,costumes e orientações sexuais. Esses podem me oferecer uma safra boa,de excelentes dicas,às vezes não tão boa,confesso que já vivenciei situações inusitadas.

Em uma viagem na qual,eu fiz a cidade de Pinheiro no Maranhão,o meu amigo no qual é professor de Língua Portuguesa e Literatura me fala sobre a história de Oscar Wilde,um escritor irlândes e também um dos maiores dramaturgos popular de Londres,em 1890. Trata-se do homoerotismo,cuja definição se limita à atração erótica entre indivíduos do mesmo sexo,tanto entre homens como entre mulheres. E na literatura,uma arte na qual eu respiro,e está na essência do meu ser,fui conhecer esse homoerotismo que Oscar Wilde viveu.

Wilde foi condenado à prisão com trabalhos forçados,pois havia sido acusado de uma relação homossexual que desfrutou com Lord Alfred Douglas  durante vinte anos,e ao ser questinado no seu julgamento disse viver " o amor que não ousa dizer o nome",e este respondeu:

"O amor que não ousa dizer seu nome é o grande afeto de um homem mais velho por um jovem como aconteceu entre David e Jônatas, e aquele de que Platão fez a base de toda a sua filosofia, é aquele amor que se encontra nos sonetos de Michelangelo e de Shakespeare. É aquela profunda afeição que é tão pura quanto perfeita. Ele inspira e perpassa grandes obras de arte, como as de Shakespeare e Michelangelo [...] Neste nosso século é mal-compreendido, tão mal-compreendido que é descrito como o amor que não ousa dizer seu nome, e, por causa disso, estou aqui onde estou. Ele é belo, é refinado, é a mais nobre forma de afeto. Nele, nada há de anti-natural. É intelectual e sempre existiu entre um homem mais velho e um rapaz, quando o mais velho tem o intelecto e o mais jovem tem toda a alegria, esperança e charme da vida diante de si. Assim deveria ser, mas o mundo não compreende. O mundo zomba dele e algumas vezes põe por ele alguém no pelourinho."

É claro que essa história é apenas uma realidade para esse país louco e conservador que não aceita a igualdade de todos os cidadões,como previsto na Constituição Brasileira. As relações homoafetivas não foram inventadas ou criadas nesse século,mas é um amor entre seres humanos que depois de muitos séculos ainda briga para ser puro e perfeito.

Um pouco sobre a homossexualidade de Wilde e o processo jurídico que abalou sua carreira e sua saúde.

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