“A estupidez humana é a única coisa que dá uma
ideia do infinito”. Ernest Renan
Estamos cheio de teorias que se explodem no mundo, mas na prática é outra
coisa. Uma delas é julgamos as pessoas sobre nossa órbita, e acabamos sem
entender o que gira em torno do egocentrismo do outro. Entender o outro é uma
tarefa tão difícil, observando que apontamos o dedo para a vida do outro, porém
tendo a visão somente de um ângulo da sua vida.
É comum haver divergências nas opiniões opostas as nossas, mas o
importante é respeita-las, mas para que sejamos formadores de opiniões é necessário
trazer recordações, experiências e sonhos guardados nas lembranças da nossa
memória ainda que seja diferente das experiências alheias. Como é difícil entender
tudo, entender a vida, nossas inconsistências, nossos vai e vem...
Como é difícil achar as respostas para as nossas perguntas que fazemos
ou para as dúvidas que temos, todavia vamos levando os altos e baixos, os sonhos,
as marcas da nossa história. Chegamos ao ponto de se sentir dono da verdade, mas
não somos. É necessário sabermos ouvir mais e falar menos, entender o que o
outro tem a nós dizer com suas determinadas convicções, outra maneira de pensar
e que vai se comportar de maneira distinta em várias situações.
Nós humanos em alguns momentos chegamos ao narcisismo, de se
sentir acima do bem e do mal e destratamos o próximo como se fosse apenas um
vegetal. O ápice do egoísmo e individualismo chegou ao máximo que está mais
fácil nos relacionamos com animais irracionais. É cabível compreender que saber não significa
necessariamente concordar, devemos estar aberto para compreender a trajetória
da vida alheia, por mais que isso contrarie nossa maneira de enxergar tudo e
todos. E como diria Martin Luther King: “Para criar inimigos não é necessário declarar guerra,
basta dizer o
que pensa”.