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sábado, 21 de julho de 2012

É possível comprender as pessoas?


“A estupidez humana é a única coisa que dá uma ideia do infinito”. Ernest Renan

Estamos cheio de teorias que se explodem no mundo, mas na prática é outra coisa. Uma delas é julgamos as pessoas sobre nossa órbita, e acabamos sem entender o que gira em torno do egocentrismo do outro. Entender o outro é uma tarefa tão difícil, observando que apontamos o dedo para a vida do outro, porém tendo a visão somente de um ângulo da sua vida.

É comum haver divergências nas opiniões opostas as nossas, mas o importante é respeita-las, mas para que sejamos formadores de opiniões é necessário trazer recordações, experiências e sonhos guardados nas lembranças da nossa memória ainda que seja diferente das experiências alheias. Como é difícil entender tudo, entender a vida, nossas inconsistências, nossos vai e vem...

Como é difícil achar as respostas para as nossas perguntas que fazemos ou para as dúvidas que temos, todavia vamos levando os altos e baixos, os sonhos, as marcas da nossa história. Chegamos ao ponto de se sentir dono da verdade, mas não somos. É necessário sabermos ouvir mais e falar menos, entender o que o outro tem a nós dizer com suas determinadas convicções, outra maneira de pensar e que vai se comportar de maneira distinta em várias situações.

Nós humanos em alguns momentos chegamos ao  narcisismo, de se sentir acima do bem e do mal e destratamos o próximo como se fosse apenas um vegetal. O ápice do egoísmo e individualismo chegou ao máximo que está mais fácil nos relacionamos com animais irracionais.  É cabível compreender que saber não significa necessariamente concordar, devemos estar aberto para compreender a trajetória da vida alheia, por mais que isso contrarie nossa maneira de enxergar tudo e todos. E como diria Martin Luther King: “Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa”.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Somos Amigos?


Já dizia o grande poeta Vinicius de Moraes: “A gente não faz amigos, reconhece-os”.

No dia 20 de julho comemora-se o dia do amigo, uma data proposta para comemorar a amizade entre duas ou mais pessoas. A amizade é sempre construída, tendo como base as afinidades, gostos e companheiro, isso é fundamental. Em uma sociedade que se tornou cada vez mais egoísta e individualista, acredita-se ainda em amizades? 

Em um mundo, onde as pessoas são acusadas diariamente de falsas, egoístas e egocêntricas, a amizade poderá ter perdido o seu real valor, por não saber lhe dá com as indiferenças um do outro. É comum ouvir a frase: “A gente não precisa se gostar, mas o respeito é necessário”. Sou defensor da ideia de que todos os dias de nossas vidas é dia dos amigos, das mães, dos pais, dos namorados, de beijar na boca e de ser feliz.

Então porque escolher uma data do ano para celebrar laços de fraternidade com entes queridos na nossa vida? Bem, simples acredito que a ganância do capitalismo precisa sobreviver a nossa felicidade de temos amigos, namorados e etc. Essas datas especiais perderam todo o seu valor sentimental e tornara-se apenas uma data onde à troca de presentes onde o materialismo supera a carência sentimental.

O homem é um ser social, todavia os amigos deve suprir a solidão do individuo, ou pelo menos deveria já que Renato Russo diz: “O mal do século é a solidão”. Com o tempo essas relações de amizade, acabando criando laços tão estreitos que chegamos a ponto de se tornarmos amigos-irmãos, e o bom é que dure uma eternidade.