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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Criminalidade ao lado

“Eles furtavam, brigavam nas ruas, xingavam nomes, derrubavam negrinhas no areal, por vezes feriam com navalhas ou punhal homens e polícia. Se faziam tudo aquilo é que não tinham casa, nem pai, nem mãe, a vida deles era uma vida sem ter comida certa e dormindo num casarão quase sem teto. Se não fizessem tudo aquilo, morreriam de fome porque eram raras as casas que davam de comer a um, de vestir a outro”. Trecho do livro Capitães de Areia de Jorge Amado.

É notório o crescimento do Brasil na liderança de países com a mais cruel estatística, onde crianças e adolescentes estão mantendo uma relação intensa com a criminalidade. O drama dos nossos menores infratores começa a partir do momento que se tornam vítimas do drama social, se submetendo a vagarem pelas ruas, semáforos, mendigando e trabalho infantil para que possam viver em trocas de pequenas quantias de dinheiro para que não morram na miséria e fome.

A própria mídia divulga a realidade de crimes cometidos por menores infratores, um problema social deixado de lado pelo poder público e que assola diariamente a rotina de todos os cidadãos brasileiros. Pesquisa divulgada em uma revista de grande circulação nacional mostra que a maioria dos jovens do sexo masculino, com idade de 15 a 24 anos, geralmente pobre e de periferia de grandes centros urbanos está envolvida em crimes violentos bastante distintos. Também o assalto a mão armada entre os menores infratores cresceu de 264 para 5.377, um crescimento de quase 2000%.

Entretanto o crescente número de menores infratores na criminalidade não se justifica pelo fato de serem vítimas da exclusão social, muitas crianças e adolescentes de classe média ou alta também entram no mundo da criminalidade, devido à ausência e falta de contando mais próximo com seus pais, que porventura se dedicam ao máximo as suas profissões e enchendo seus filhos de presentes e fazendo suas vontades, onde acaba estimulando os filhos a buscarem tudo o que possa lhe satisfazer, nem que para isso tenho que burlar a lei e se submeter ao mundo do crime, se sentindo acima do bem e do mal!

É necessário que haja uma integração entre a família, escola e Estado, sendo esse elo o primeiro passo para o combate a criminalidade. Se Plantão estiver certo, uma vida deve ser questionada para ser vivida. Questionando poderá se construir o Brasil diferente daquele denunciado por Jorge Amado, onde crianças deixem de vagarem pelas ruas da criminalidade e ocupem as cadeiras das salas de aula.