Quase duas décadas de vida e me recordo da música: " Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar". Talvez,pouca coisa tenha mudado,porém aprendi a "ser gente". Apenas observo a adolescência escorrendo pelas mãos e os pés entrando na vida adulta.
É uma explosão de responsabilidades,compromissos,controle de ações e gestos, até uns mero cinco reais que gastamos faz a diferença no fim do mês. Dos vinte anos para os trinta,será apenas um passo e quando me olhar,já estou apagando as velinhas de 31 anos.
E o que falar da faculdade?Bom,é outra consequência do sistema para alguém que queira viver bem,isso capitalisticamente falando. Os meus futuros títulos de mestre e doutor,quero apenas para colocarem no meu epitáfio: " Aqui descansa o mestre e doutor Leudson". Espero que demore uns setenta anos (risos). Sem dúvidas,esses títulos assim serão bem melhores do que àquelas figuras que entram em sala de aula "cuspindo" todos seus títulos em cima dos alunos.
E o jornalismo? Como fui parar nesse curso? Bom,ainda não tenho à resposta,mas daqui a dez anos já devo ter uma resposta convincente. E aos estudantes,não me venha com essa resposta de mudar o mundo,pois muitos tentaram e não passava de uma utopia. Contudo,a comunicação me proporciona amizades e pessoas adoráveis que faço questão levar nas lembranças da minha memória.
E o que posso dizer do curso de Letras? Foi como um casamento sem amor,com o tempo,aprendi a amá-lo. Nesse tempo,todos tinha a certeza que esse casamento daria certo,menos eu. Tive que ver para crer,assim como fez Tomé,um homem de pouca fé. Me sinto no direito de parafrasear o poeta Ferreira Gullar: " A literatura existe porque a vida não basta".
Para o sociólogo francês Pierre Lévy, "... Ser cidadão hoje,é estar conectado". Oh, Lévy,fala sério! Como queria está fora desse conceito de cidadão quatro anos atrás. Em uma sociedade pós-moderna,o bom namoro das revoluções das máquinas começa atrás da tela de um computador. E não se engane,o nosso encanto começa pelo texto da outra pessoa,como ela escreve e faz o uso do bom português.
Não tive como fugir dos encantos da minha primeira paixão ou seria amor? Tenho a resposta,porém,meu leitor,vou ficar em silêncio. No auge dos meus 15 anos,os hormônios em ebulição e começando a entender algumas coisas de adolescentes,me encantei por ele,em uma falecida rede social.Talvez poderia ter dado certo,mas os erros da época em que pode cometer deslizes sem medo não deixaram,e até hoje pago o preço por isso.
Hoje,quatro anos se passaram e estou querendo me encantar de novo! Agora as coisas são diferentes,um novo tempo,novas pessoas,novos lugares e uma nova visão, às vezes distorcida das coisas,mas sempre com sensatez. Quem sabe,até poderia me entregar a uma nova relação,se não houvesse um obstáculo.
Logo eu,que não tenho um corpo escultural e belo como a ditadura da beleza exige que tenhamos,contudo,os livros e responsabilidade nos estudos me ajudaram a conversar sobre tudo e o que não sabia,com certeza,iria atrás de conhecer. Estou apto a conversar sobre tudo,ou melhor,quase tudo,menos de sentimentos para não correr o risco de me apaixonar pelo meu "nerd" da comunicação.
Assim estou,perdido entre jornalismo,letras,paixões e devaneios. Muitos dizem que ser a melhor época de nossas vidas,a adolescência. E como já estou entrando na casa dos vinte, às vezes gostaria de voltar aos quinze e dezesseis anos por se tratar do momento de bagunças e loucuras. Agora,é só responsabilidades de um homem para com sua vida.
Parece que foi ontem que tinha quinze anos... Então,amanhã já terei trinta e um anos. É assim tão depressa como essas minhas recordações de um fim de adolescência. Entre uma fase e outra,senta aqui e toma um café comigo?

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