A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição trivial. Não é um exagero de minha parte,ver essa casa,fundada pelo escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908), sem nenhuma relevância cultural para a sociedade e para os teóricos e críticos literários. É uma instituição menor,sem valor,sem grandes "imortais" e sem grande literatura. Machado,sem dúvidas,morreria de desgosto ao ver a " casa da literatura" se transformar numa "casa politizada".
Os "imortais" não deixarão nenhuma saudade à cultura linguística do país. Apenas ocupam cadeiras que não passam de verdadeiros mausoléus. A ABL ,jamais se preocupou em trabalhar pela língua portuguesa,seu reconhecimento e valor enquanto organismo vivo. A terceira língua mais falada no ocidente,com quase 200 milhões de falantes, está somente atrás da língua inglesa e espanhola. E se cala,pôr influências anti-linguísticas,utilizando gírias e jargões populares que alimentam a péssima educação oral do brasileiro.
Para ingressar nessa instituição,não é preciso dominar a língua portuguesa,mas contribuir com obras literárias que valorize a nossa nação,a nossa cultura e enriqueça o nosso cardápio linguístico. Pobre ABL, está carente de alta literatura e recheada de literatura que no mínimo estão abaixo da mediocridade literária.
Todo texto é literatura,mas nem todo texto é uma obra literária. Que critérios utilizam os nossos "imortais" para eleger um outro "imortal" ? A literatura é muito mais do que publicar livros,pois,quem faz a imortalidade das obras e autores são os leitores.
O ex-presidente,professor e sociólogo Fernando Henrique Cardoso foi eleito imortal da Academia Brasileira de Letras para ocupar a cadeira de número 36,cujo patrono é Teófilo Dias . FHC não possui obras de valores literários,mas sim sociológicas. Que prazer teria o leitor em ler textos de cunho sociológicos? Qualquer indivíduo pode escrever livros,porém onde fica o prazer e o gosto da leitura de quem está lendo? Ao eleger FHC,isso ficou em segundo plano. A "imortalidade" a FHC se deu pelo valor de um homem culto,educado e a sua intelectualidade.
A ABL consagrou "imortais",figuras como José Sarney,Paulo Coelho,Merval Pereira,FHC,Marco Maciel e Ivo Pitanguy. É possível entender por qual motivo o poeta e crítico de arte,Ferreira Gullar, nunca quis se tornar um "imortal" e ainda declarou: " A academia não corresponde ao que eu sou".
A existência da Academia Brasileira de Letras,é um assassinato à língua portuguesa. E mais assassinato ainda,foi negar por três vezes a imortalidade ao poeta das coisas simples,o nosso Mário Quintana.Não estando lá,foi um prejuízo para a própria academia. Que respeito merece essa casa?
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