O Renato Russo fizera
uma afirmação singular: “O mal do século é a solidão”. Sem medo de
parafraseá-lo também afirmo que “O mal do século é a religião”. Outrora, me
recordo à última vez em que fui a uma igreja foi há cinco anos. Não que eu
tenha deixado de ser cristão ou desacreditado na existência de um ser superior
(Deus), muito pelo contrário, apenas percebi que para estar próximo a Deus não
preciso de instituições sociais que me imponham regras e padrões de grande valor
social.
A religião é um fato
social de caráter universal. Talvez a sua importância seja pelo seu conteúdo
moral para com a sociedade, aliás, moralidade que já se dissipou devido às
negligências e falhas das entidades divinas de Deus na terra. Por isso, faço
como o cantor e compositor Chico Buarque de Holanda: “Quero criar o meu próprio
pecado. Quero morrer do meu próprio veneno”. Sim, é mais gostoso desfrutar dos
meus pecados e venenos criados por mim, que me desculpe à concepção de pecado
da Bíblia Sagrada, mas há cinco anos resolvi desobedecer as minhas próprias
vontades, Jeová que me perdoe!
Cada indivíduo vê Deus
da forma que lhe achar mais conveniente. Eu, mesmo, o vejo aqui nesse exato
momento, nas formas e escritas dessas palavras, outros o veem com adoração
dentro das igrejas, outros rezando ou em procissão, mas também existem aqueles
que não o enxergam. Todo grupo de religiosos têm as suas práticas difundidas e
baseadas no suposto “amor” que existem por seus líderes religiosos: Jesus,
Maomé, Buda, entre outros.
Se a ideia de salvação
da minha alma estiver relacionando a frequência de templos religiosos, está
bem, confesso que começo a me preparar psicologicamente para arder no “fogo do
inferno” (se existir é claro). O físico Albert Einstein afirmou que “Deus não
joga dados...”. Bom, Deus pode até não jogar dados, todavia, as religiões
aprenderam a jogar dados com a humanidade principalmente com a imposição dogmas
socialmente não aceitável para serem cumprindo. Ainda existem aquelas religiões
mais radicais,que matam,roubam, torturam e destroem tudo em nome de um Deus,
seja ele qual for. Se voltarmos na história no período da Época Moderna, está
lá, a Inquisição praticada em nome de Jeová. Muitos anos se passaram e pouca
coisa mudou.
Em uma sociedade pós-moderna, onde o
conhecimento deveria está ao alcance de todos, porém poucos ainda são
privilegiados com isso, o que acaba levando ao ápice da intolerância religiosa.
Estamos mergulhados em um estado de divisão, de ódio e amor ao próximo.
Deixemos que cada indivíduo veja ou não Deus dá forma que queira. Entre deuses
e demônios, prefiro seguir criando os meus próprios pecados.

Comentário registrado com sucesso,ainda que possamos ter opiniões diferentes,isso contribui para uma discusssão saudável e democrática.
ResponderExcluirSim, primeiramente deixo claro que sou teísta e especificamente monoteísta, então rs, desde o começo do texto me senti um pouco desconfortável, no entanto, temos que ler para saber opniões diversas e como pensam as outras pessoas. Não entendi o porque de a religião ser o mal do século, vou falar exclusivamente da minha pois é a que tenho mais convívio, e no caso o texto generaliza, sou evangélico desde criança me afastei uns tempos, e já voltei, e não vejo a religião como mal do século, casos de domínio do senso comum e que levavam e ainda levam as pessoas a fazerem coisas totalmente terríveis não podem ser relacionadas com Deus ou com religião, o deísmo fala de uma forma até interessante quando diz que acredita em um Deus mas que ele não é interferente, e acredito que esse seja o caso, as pessoas usam Deus para mascarem coisas totalmente erradas e ás vezes, perversas, e não é Deus o culpado, nem a religião portanto ela não é o mal do século, e sim as pessoas que fazem esse domínio psicológico do senso comum e o usam da forma que acreditam ser conveniente. E sobre a religião impor regras e padrões sociais, e que tem a "moralidade dissipada", sim, a minha pelo menos não que é um caso de impor, eles falam, e mostram na bíblia como devemos ser, ou melhor, o que devemos fazer e não fazer, e muitos desses saberes bíblicos são bases não só para os religiosos e isso é bom deixar claro, mas quem decidi cumprir ou não somos nós, e o seu caso de certa forma é um exemplo, pois decidiu não cumprir e seguir seu próprio modo, pois da mesma forma falo sobre a moralidade que a religião, que a minha prega, é a que devo seguir, e encontra-se na bíblia, mas quando os grandes líderes das igrejas descumprem-na, mancham a imagem da igreja, mas aí devemos ver que a culpa não foi da religião, nem de Deus, concluo que as manchas que tem as igrejas foram por causa de pessoas. E sobre isso, tem-se muito a discutir, esse é o meu pensamento, talvez não tenho sido o mais sofisticado e teológico, enfim, e o texto generaliza, eu não, fui na visão da minha crença.
ResponderExcluircomo diria Marx " A religiao é o opio do povo"
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