domingo, 24 de fevereiro de 2013

Até Logo



A história não pode ser negada. Os gregos deixaram grandes invenções para a humanidade. Das invenções, a qual eu destaco é a tocha olímpica que representa a chegada; é sinônimo de vitória depois de um longo e árduo caminho percorrido. E hoje, ainda que me falte um longo caminho, eu sinto o gosto do êxito. O pensador e filósofo Sócrates afirmara com um conhecimento ímpar: “Uma vida sem buscas não merece ser vivida”.

Sempre estive disposto a buscas e desafios na minha vida pessoal e profissional, mas com a dignidade e tranquilidade de nunca ter atropelado alguém em busca de meu sucesso. Sempre tivera amor pela escrita, pelas palavras, pontuações e cheiro de livros. O foco da minha vida sempre foi construir o presente com olhos saudosos no futuro, ainda que abdique de conquistas do momento. Sempre me defini como uma pessoa sem passado, eu tenho o presente para ser vivido e o além para ser explorado.


Nunca escondi a admiração pelo ofício do jornalismo, na qual me dedico para me tornar um bom, ou melhor, excelente profissional. É uma profissão onde a paixão deveria falar mais alto, mas infelizmente encontramos aqueles que sonham por estrelismos, em se tornar famoso. Porém, com muita tristeza encontramos estudantes na academia do conhecimento com esse pensamento fútil e pequeno. Eu me dedico ao jornalismo por puro amor as palavras e com a certeza de tonar um mundo cada vez melhor. Tanto que não me esqueço da frase de um mestre em sala de aula: “Jornalista deve ser livre de preconceitos e calçar as sandálias da humildade”. 

Não acredito em destino ou surpresas da vida, mas em caminho a serem seguidos a partir de nossas escolhas. E lá, sou surpreendido com o curso de Letras que cai em minhas mãos. A sensação é como se a gente estivesse numa adrenalina soltando de paraquedas.  Encarei esse desafio de “casamento”, entrei sem nenhum amor nenhum e à medida que o curso transcorria, me identificava com as pessoas, com a severidade e serenidade dos meus mestres que ora mostravam um lado humano, ora o lado ruim da espécie. E acima, de tudo, me apaixonava pelas palavras. Cansei de falar em alto e bom som: “O curso de Letras é apaixonante”.
Levo o conhecimento marcado pelas discussões e questionamentos das nossas epopeias gregas a Ilíada e a Odisséia, também não se esquecendo de a Eneida. Ah, como a guerra de Troia me deixará saudades.  Espero o dia em que me tornarei um “Aquiles”, esperando pela glória eterna, ainda que morra jovem; melhor do que ter uma vida longa e esquecida. Havia também aquelas discussões pautadas em mero senso comum, metodologia cientifica fala por si só.

E assim, a minha história não pode e nunca deve ser negada. Tivera eu, a oportunidade de passar alguns meses nessa graduação de cabeça erguida e com lágrimas nos olhos, porém com a certeza de nunca ter cravado espinhos no coração de meus amigos ou inimigos (acredito que não tenha inimigos). Como diz o brilhante Lulu Santos em sua canção ‘Tempos Modernos’: “Vamos viver tudo; que há para viver; vamos nos permitir”. Eu vou para voltar, por isso, não digo adeus, mas um até logo.












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