A história não pode ser
negada. Os gregos deixaram grandes invenções para a humanidade. Das invenções,
a qual eu destaco é a tocha olímpica que representa a chegada; é sinônimo de
vitória depois de um longo e árduo caminho percorrido. E hoje, ainda que me
falte um longo caminho, eu sinto o gosto do êxito. O pensador e filósofo Sócrates
afirmara com um conhecimento ímpar: “Uma
vida sem buscas não merece ser vivida”.
Sempre estive disposto
a buscas e desafios na minha vida pessoal e profissional, mas com a dignidade e
tranquilidade de nunca ter atropelado alguém em busca de meu sucesso. Sempre
tivera amor pela escrita, pelas palavras, pontuações e cheiro de livros. O foco
da minha vida sempre foi construir o presente com olhos saudosos no futuro,
ainda que abdique de conquistas do momento. Sempre me defini como uma pessoa
sem passado, eu tenho o presente para ser vivido e o além para ser explorado.
Nunca escondi a
admiração pelo ofício do jornalismo, na qual me dedico para me tornar um bom,
ou melhor, excelente profissional. É uma profissão onde a paixão deveria falar
mais alto, mas infelizmente encontramos aqueles que sonham por estrelismos, em
se tornar famoso. Porém, com muita tristeza encontramos estudantes na academia
do conhecimento com esse pensamento fútil e pequeno. Eu me dedico ao jornalismo
por puro amor as palavras e com a certeza de tonar um mundo cada vez melhor.
Tanto que não me esqueço da frase de um mestre em sala de aula: “Jornalista
deve ser livre de preconceitos e calçar as sandálias da humildade”.
Não acredito em destino
ou surpresas da vida, mas em caminho a serem seguidos a partir de nossas
escolhas. E lá, sou surpreendido com o curso de Letras que cai em minhas mãos.
A sensação é como se a gente estivesse numa adrenalina soltando de paraquedas. Encarei esse desafio de “casamento”, entrei
sem nenhum amor nenhum e à medida que o curso transcorria, me identificava com
as pessoas, com a severidade e serenidade dos meus mestres que ora mostravam um
lado humano, ora o lado ruim da espécie. E acima, de tudo, me apaixonava pelas
palavras. Cansei de falar em alto e bom som: “O curso de Letras é apaixonante”.
Levo o conhecimento
marcado pelas discussões e questionamentos das nossas epopeias gregas a Ilíada
e a Odisséia, também não se esquecendo de a Eneida. Ah, como a guerra de Troia
me deixará saudades. Espero o dia em que
me tornarei um “Aquiles”, esperando pela glória eterna, ainda que morra jovem;
melhor do que ter uma vida longa e esquecida. Havia também aquelas discussões
pautadas em mero senso comum, metodologia cientifica fala por si só.
E assim, a minha
história não pode e nunca deve ser negada. Tivera eu, a oportunidade de passar
alguns meses nessa graduação de cabeça erguida e com lágrimas nos olhos, porém
com a certeza de nunca ter cravado espinhos no coração de meus amigos ou inimigos
(acredito que não tenha inimigos). Como diz o brilhante Lulu Santos em sua
canção ‘Tempos Modernos’: “Vamos viver tudo; que há para viver; vamos nos
permitir”. Eu vou para voltar, por isso, não digo adeus, mas um até logo.


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