Sim, é o senhor do
tempo. Que foge das mãos de todo ser
vivo desse planeta, algo que não pode ser alcançado. Faz jus a letra da música:
O tempo passa e um dia a gente aprende...
Eu vi o tempo passar e pouca coisa mudar.
O tempo está fora do
nosso domínio, não é possível controlá-lo os segundos, minutos, horas, dias ou
anos. A virada de um ano velho para o ano novo é inerente a nossas vontades e
desejos. É possível ver a diferença de um ano para o outro? É um dia que termina
e outro que se inicia com a esperança de dias melhores. Todo dia é dia de ano novo,
quando é necessária a oportunidade de um recomeço.
Se o escritor e poeta
Fernando Pessoa, estiver certo “Nenhum ano começa. É eternidade! Agora, sempre, a mesma eterna Idade, Precipício de Deus sobre o momento”... O tempo é uma invenção que marca nossas vidas,
porém acaba sendo um vilão que oprime a todos. Somos transgredidos com
expressões de que tudo é “para ontem”. A era pós-moderna me tirou o gosto que
meus pais e avós tinham de escrever cartas, borrar o papel e postar no correio
na esperança que seja respondida. Os meus torpedos, e-mail e redes sociais substituíram
esse gostosinho que nunca tive.
Essas
duas décadas do século XXI, ofereceu ao homem uma explosão de facilidades em
sua vida, em contrapartida o seu tempo ficou cada vez mais escasso. E não me
assusto com expressões de que “o tempo é dinheiro”, o que compromete o ano novo
a ser vivido. Posso me encher de bens materiais, mas nada preencherá o homem da
sua sensação de perda e vazio. E assim, damos palmas para a falta de controle
do tempo, enquanto se finge que a maioria são felizes.
E
assim, o ano novo se inicia na perspectiva de colher bons frutos. Bom, o ano
velho ficou para trás como um gostinho de quero mais para alguns e para outros
já vai tarde demais. Não me resta
dúvidas, de que o tempo organiza experiências vividas de diversas gerações e
influência a sua escolha no modo de viver. Bom ano a todos.

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